Lopes da Fonseca acusa o PS de procurar “meter areia” na engrenagem do subsídio de mobilidade

A criação de uma comissão para acompanhamento da revisão do subsídio de mobilidade é vista, por Lopes da Fonseca, como mais “um a forma de meter areia na engrenagem” e atrasar processos.
O líderdo CDS considera que todos os partidos devem defender a proposta de lei, aprovada por unanimidade na ALM e que aguarda discussão na Assembleia da República.
Uma proposta que o CDS deverá agendar para discussão antes do final da actual sessão legislativa e que determina que os madeirenses apenas paguem a sua parte das viagens, sem ser necessário adiantar a totalidade do preço do bilhete.

JORGE FREITAS SOUSA • 17 ABR 2018 11:47

Notícia publicada na edição online do Diário de Notícias da Madeira

“É tempo de fazer política e não de brincar à política”

“Sr. Presidente
Senhores deputados
As eleições regionais serão em 2019.
Repito, em 2019.
Curiosamente, assistimos na Madeira àquela que será, certamente, a pré-campanha mais longa do mundo.
Em resumo, o nosso sistema de saúde não funciona.
O ferry encalhou no Atlântico.
A mobilidade voa algures entre Lisboa e o Funchal.
O aeroporto vive cada vez mais condicionado, porque o INAC insiste em não tomar decisões, contribuindo para o espectro de crise que se começa a abater sobre o destino turístico Madeira.
O próprio Centro Internacional de Negócios parece ameaçado por nuvens negras provenientes de Bruxelas.
Mas de uma coisa podemos ter orgulho:
– Vamos certamente entrar para o Guiness Book pela pré-campanha eleitoral mais longa do mundo.
Um aplauso, senhores deputados do PSD!
Um aplauso, senhores deputados do PS!
Espero, francamente, que estejam satisfeitos.
Espero que se revejam naquilo que se vem passando.
Espero que se revejam nas brincadeiras políticas que levaram um presidente de Câmara ao beija-mão em Lisboa
Espero que se revejam nesta autonomia de rastos
Espero que se revejam numa Região cada vez mais dependente
Espero que se revejam na ideia de olhar para os problemas dos Madeirenses como arma de arremesso político, esquecendo-se de que foram eleitos para os procurar resolver
Um aplauso, senhores deputados do PSD!
Um aplauso, senhores deputados do PS!
Um aplauso ao PSD por, em óbvio desespero de causa, ter encontrado no inimigo externo a boia de salvação
A teoria do quanto pior melhor, na sua máxima aceção!
Um aplauso ao PS por, de forma tão abnegada, defender o Governo de Lisboa, procurando implicitamente que nada se resolva
Mais uma vez, a teoria do quanto pior melhor, na sua máxima aceção!
Parabéns, meus senhores
Parabéns por preferirem brincar à política em vez de fazer política, entendendo-se a política como a arte de procurar as melhores soluções
Parabéns por preferirem a forma ao conteúdo
Parabéns por colocarem os interesses partidários à frente dos interesses daqueles que, verdadeiramente, justificam a existência dos partidos,
os cidadãos.
Parabéns por estarem a dar corpo à pré-campanha mais longa do mundo.
Parabéns, Sr. Presidente da Câmara do Funchal, por se ter esquecido que foi eleito para governar a cidade.
Estamos habituados a que se esqueça dos seus compromissos. Mas nunca pensámos que o assumisse tão abertamente.
Parabéns, Sr. Presidente do Governo Regional, por ter encontrado no inimigo externo
– com a óbvia ajuda da Geringonça, diga-se de passagem
a saída para os seus problemas, sendo esses problemas diferentes dos problemas dos madeirenses
Parabéns ao PSD e ao PS por preferirem os anúncios à concretização
Parabéns ao PSD e ao PS por apostarem no espetáculo em vez de apostarem na sobriedade
Por apostarem num divisionismo estéril em vez de apostarem numa unidade útil
Sendo a sobriedade e a unidade as únicas formas de resolver as questões pendentes
Parabéns, meus senhores.
Parabéns a vocês,
pois as congratulações,
infelizmente,
não podem ser estendidas aos cidadãos da Madeira,
cada vez mais armas de arremesso dos vossos interesses políticos.
Parabéns, meus senhores
Mas não contem com o CDS para este espetáculo
Não contem com o CDS para ser compincha das vossas estratégias políticas
Não contem connosco para ratificar pretensões que não coincidam com aquelas que são as pretensões dos cidadãos da Madeira
Já por diversas vezes dissemos, aproveitando agora para repetir:
– Os imensos problemas porque passa a Região devem ser objeto de concertação entre todos os partidos
Nesta casa, que a todos os madeirenses representa
E fora dela
É esse o apelo que aqui deixo, em nome do CDS
Unamo-nos naquilo que é mais importante
Não permitamos que estratégias de tomada de poder
ou de manutenção de poder
condicionem ou evitem a resolução dos problemas e das questões pendentes
Ponhamos, de uma vez por todas, os interesses coletivos à frente dos nossos interesses pessoais ou de grupo
Porque fazê-lo não é uma escolha
Fâze-lo é uma obrigação
É o dever que temos perante todos aqueles que representamos
Cumpramos o nosso dever, de uma vez por todas!
Governemos para todos, em vez de anunciar que o vamos fazer
Unamo-nos em torno daquilo que é essencial
Meus senhores,
teremos tempo e espaço, em 2019, para esgrimir os nossos argumentos eleitorais
Para apresentar as nossas propostas aos cidadãos
e por eles ser julgados
Demos tempo ao tempo
O CDS fá-lo-á
Do CDS, os Madeirenses podem esperar
Compromisso
Pois estamos disponíveis para todos os compromissos que visem resolver problemas
Que visem procurar soluções
Que visem mostrar a força e a unidade dos Madeirenses na defesa dos seus direitos
Não estamos, contudo, disponíveis para espetáculos políticos
Para “jogadas de antecipação” dignas de campos de futebol, mas que nada visam resolver
Não.
Não contem connosco para isso
Minhas senhoras, meus senhores
Estamos disponíveis para compromissos
E não para fingir que estamos comprometidos
Estamos disponíveis para fazer política
E não para brincar à política
Estamos disponíveis para trabalhar pela Madeira e Porto Santo
E não para anunciar que o iremos fazer
Estamos disponíveis para a efetiva mudança
E não para fingir que se muda, só para permitir que tudo fique igual
Estamos disponíveis, em suma, a fazer aquilo para que fomos eleitos
Em 2019, todos seremos julgados
sejamos julgados por aquilo que fizemos
e não por aquilo que fingimos fazer
Sejamos julgados por ter tentado
E não por fingir ter tentado
Sejamos julgados pelas opções políticas que tomámos
E não por não ter tomado opção nenhuma
Em 2019, seremos todos julgados pelas nossas diferenças
Mas o julgamento das próximas gerações poderá ser-nos a todos fatal
Se não fomos, hoje, capazes de nos dedicar ao que é maior
Bem maior do que todos nós
A defesa dos interesses,
da dignidade,
dos direitos,
e do bem-estar
de todos os Madeirenses
Que não merecem ser armas de arremesso de interesses políticos deslocados no tempo e no espaço
O julgamento do futuro ser-nos-á fatal se hoje não nos unirmos no essencial
A defesa da autonomia,
verdadeiramente ameaçada pelo centralismo do estado
E pelas insuficiências reveladas por quem governa a Região.”

Declaração Política do Deputado Rui Barreto proferida na Reunião Plenária de 17 de Abril de 2018

Lopes da Fonseca iniciou o projecto “Ouvir a Madeira”, no Paul do Mar

O presidente do CDS-PP, António Lopes da Fonseca, deu início ontem ao fim do dia ao projecto rumo a 2019 “Ouvir a Madeira”, na freguesia do Paul do Mar, reunindo mais de 60 pessoas num encontro organizado pelo recém-eleito presidente da Junta de Freguesia, Paulo Sérgio, refere uma nota de imprensa do partido.
O “Ouvir a Madeira” irá percorrer todos os concelhos e freguesias da Região para auscultar as populações, autarcas, dirigentes sociais, culturais e desportivos, organizações e associações de classe. A escolha do Paul do Mar para o arranque é emblemática, pois foi uma das duas novas Juntas de Freguesia conquistadas pelo partido no passado dia 1 de Outubro.
Lopes da Fonseca quis agradecer a confiança da população do Paul no CDS, reconhecer o trabalho do jovem presidente Paulo Sérgio e explicar o caminho do partido até 2019, refere o comunicado.
Nunca antes o CDS havia conseguido reunir um grupo tão significativo de apoiantes, o que deixou o líder do partido entusiasmado. Neste primeiro”Ouvir a Madeira, Rui Barreto e o líder da concelhia da Calheta, Martinho Câmara acompanharam Lopes da Fonseca.
Notícia publicada no Funchal Notícias

Dito e Feito nº1 Jan. 2018

A publicação Dito e Feito tem periodicidade mensal, é da responsabilidade do CDS-PP Madeira, mas pretende levar a toda a Região uma informação clara, objectiva, e formativa daquilo que mais interessa aos madeirenses e portossantenses. Contém opiniões de deputados, autarcas, militantes e não militantes do partido, numa busca por uma informação que esclareça todas as pessoas independentemente das suas cores partidárias.
Para aceder à publicação clique na imagem abaixo:

Decisão votada por unanimidade dos sete elementos do Conselho de Jurisdição. Em respeito pelos órgãos democráticos do CDS-PP

Conselho de Jurisdição dá razão a Lopes da Fonseca

Decisão arrasadora para o presidente ‘demitido’ da concelhia

O Conselho Nacional de Jurisdição do CDS/PP acaba de dar razão a Lopes da Fonseca no recente e controverso caso de ‘demissão’ envolvendo Nelson Ferreira, segundo o documento que o DIÁRIO teve acesso.

Recorde-se que o presidente do CDS/PP-Madeira decidiu ‘demitir’, na passada quarta-feira, dia 17, com efeitos imediatos, a Comissão Política da Concelhia do CDS Funchal, fundamentando a demissão imposta à equipa liderada por Nélson Ferreira com a falta de quórum do referido organismo.

Na fundamentação de Lopes da Fonseca está, conforme noticiou o DIÁRIO, a demissão em bloco de oito membros da Concelhia do Funchal, à qual se juntou a desfiliação de um outro membro da comissão, resultando na falta de quórum.

Ora, a decisão foi contestada não só pelo secretário-geral do partido, Pedro Pereira, mas também pelo demitido presidente da Comissão Política, Nelson Ferreira, que fizeram chegar pedidos de parecer ao Conselho Nacional de Jurisdição do CDS/PP. Algo que também Lopes da Fonseca o fez, obtendo agora resposta positiva por parte deste organismo.

Em traços gerais, a decisão do Conselho Nacional de Jurisdição do CDS/PP é arrasadora para o presidente demitido da concelhia e para quem o apoia nesta ‘batalha’, tendo sido votada por unanimidade, sendo vinculativa, não sendo passível de recurso (à excepção do Tribunal Constitucional). Além disso indica que há ilegalidades passíveis de processo disciplinar, tendo havido pois violação das normas estatutárias.

Na decisão do Conselho Nacional de Jurisdição do CDS/PP pode ler-se que “a deliberação constante da acta da Mesa da Assembleia Concelhia de dia 15 de Novembro de 2017 fez uma interpretação conforme aos Estatutos e Regulamentos, tendo a Comissão Política Concelhia do Funchal terminado o seu mandato por demissão colectiva dos seus membros, desde aquela data”. “Face ao facto de se ter esgotado o prazo de 45 dias, previsto no n.º 1 do artigo 35º dos Estatutos do CDS/M, bem como as renúncias ao mandato da Mesa, em especial do seu Presidente, a convocação de eleição pelo elemento restante para a Comissão Política Concelhia do Funchal viola claramente os Estatutos do CDS/M e é completamente ilegítima”.

“A convocação do acto eleitoral é merecedora de especial censura, uma vez que o membro da Mesa da Assembleia Concelhia em causa aprovou e assinou a deliberação constante da acta de 15 de Novembro de 2017, pelo que tem consciência de que a Comissão Política já não se encontra em funções, pelo menos desde aquela data, e remeteu para a Comissão Política Regional a decisão, nos termos do nº 1 do artigo 31º dos Estatutos do CDS/M”.

Sendo que o eventual envio de cadernos eleitorais e a publicitação “desta convocatória através de todos os meios que tiver disponíveis” pelo Secretário-Geral do CDS/M, caso venha a ser feita, viola igualmente os Estatutos do CDS/M, os Estatutos do CDS e o Regulamento de Eleições, e poderá ser gerador de responsabilidade disciplinar para todos os envolvidos”.

“Pelo disposto no nº 1 do artigo 31º dos Estatutos do CDS/M, cabe à Comissão Política Regional, quando ‘se verifique a demissão colectiva do órgão executivo’, decidir convocar eleições, ou ‘nomear uma Comissão Política por um período definido, mas nunca superior ao período normal de mandato’”, conclui.

Notícia publicada na edição de 25 de Janeiro do Diário de Notícias

CDS quer saber quais as dificuldades de cada freguesia através do projecto ‘Ouvir a Madeira e o Porto Santo’

O presidente do CDS-PP Madeira apresentou esta manhã a iniciativa ‘Ouvir a Madeira e o Porto Santo’, um projecto que consiste numa visita mensal a cada concelho da Madeira, para ouvir autarcas, empresários, trabalhadores, instituições de solidariedade, associações culturais, recreativas e desportivas, bem como a população em geral, de forma a fazer um levantamento profundo das reais necessidades das pessoas de cada freguesia.

António Lopes da Fonseca define a iniciativa como “preparação para as eleições de 2019”, recolhendo contributos que depois serão usados na elaboração de um programa que vá ao encontro dos objectivos, desejos e ambições da população.

A iniciativa arranca já este mês através de diversas reuniões de trabalho em cada concelho, dando ao partido o material necessário para que possa apresentar um plano de acção eficaz, aquando das eleições legislativas regionais de 2019.

“Estaremos preparados para saber o que as populações precisam em diversas áreas”, diz Lopes da Fonseca que pretende continuar a apresentar propostas, “quer na Assembleia legislativa regional, quer nos locais onde temos autarcas eleitos, no sentido de darem substância a estas audições que iremos promover”.

Notícia publicada no Diário de Notícias da Madeira

CMF ainda não accionou seguros do Monte

CDS apela: lesados que reclamem

Paulo Cafôfo ainda não participou o sinistro a fim de accionar o seguro de responsabilidade civil para indemnizar as vítimas da queda da árvore durante as festas religiosas no Monte, a 15 de Agosto de 2017, matando 13 pessoas e ferindo mais de meia centena.

A questão foi feita ontem pelo vereador do CDS/PP, Rui Barreto, antes da ordem de trabalhos na Reunião de Câmara. “O senhor presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF) respondeu que não tinha ainda accionado a apólice, eu perguntei por que motivo e a resposta foi que só iria accionar após as reclamações das vítimas”, declarou aos jornalistas.

O vereador centrista considera “lamentável” a posição da autarquia e diz que Paulo Cafôfo “não pode ser um presidente do não sei”. Rui Barreto entende que se há uma apólice paga com o dinheiro do erário, o respectivo seguro deveria ser desde logo accionado de modo a que a responsabilidade seja transferida para a seguradora, a fim de se proceder às indemnizações devidas não só às famílias das vítimas mortais como também aos feridos graves e ligeiros, atingidos pelo carvalho-alvarinho. Lembrou que o seguro só produz efeitos indemnizatórios se o sinistro for participado, algo que não aconteceu ainda.

Daí que o vereador do CDS/PP lance o seguinte repto aos lesados: “queria pedir às vítima da tragédia no Largo da Fonte para que façam, com a maior urgência, reclamação na CMF para que a autarquia possa agora fazer o que ainda não foi feito: accionar o seguro”.

Notícia publicada no Diário de Notícias da Madeira

CDS/PP lançou hoje jornal mensal ‘Dito e Feito’

O CDS/PP lançou hoje o seu jornal mensal, intitulado ‘Dito e Feito’, que pretende incluir um conjunto de actividades que o partido irá desenvolver ao longo deste ano.

“Esta é uma forma de comunicar que não pretende, obviamente, substituir a comunicação social escrita que já existe na Região, nem outro tipo de comunicação”, disse Lopes da Fonseca, presidente do CDS/PP.

Na sua opinião, o ‘Dito e Feito, que é de fácil leitura, nasce numa altura em que as redes sociais “transformam a comunicação”, em algo “fútil” e “fugaz”, onde as pessoas não têm tempo para analisar a fundo o que é divulgado. E, por isso, este é um jornal que visa contrariar esta tendência.

“Toda a actividade que iremos realizar junto das populações, câmaras, empresários, instituições sociais, culturais e desportivas irão ser comunicadas neste jornal mensal”, frisou.

Esta primeira publicação traz todo o trabalho desenvolvido pelo partido nas Eleições Autárquicas, que se realizaram a 1 de Outubro de 2017, e também algumas actividades efectuadas pela juventude popular.

Para Lopes da Fonseca, depois do site, lançado no ano transacto, faltava ao CDS/PP um jornal que, agora, já pode ser visto (e lido) pelos leitores.

Notícia publicada no Diário de Notícias da Madeira