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Sara Madalena candidata à Câmara da Ponta do Sol

Criar um gabinete de atendimento para que não se empatem os processos Sara Madalena surge do seio de uma família de social-democratas, (...)

27/02/2017

Criar um gabinete de atendimento para que não se empatem os processos

Sara Madalena surge do seio de uma família de social-democratas, mas nem por isso é mulher de se deixar de influenciar. É a candidata pelo CDS/PP à Câmara da Ponta do Sol. Assume ser preciso muita “coragem” para enfrentar um dos bastiões do PSD-M. Se for eleita promete apostar no combate ao isolamento e resolver com alguns problemas nas freguesias e criar um gabinete de atendimento ao munícipe. Conhece o divisionismo dos social-democratas na localidade e não enjeita tirar partido dessa instabilidade.

Esta candidatura poderá chegar à presidência ou é apenas para ter assento na vereação? O CDS/PP já não tem representantes na Câmara da Ponta do Sol há mais de 20 anos. O partido esteve adormecido durante esse tempo. Acho que está na altura de ressuscitar, de qualquer modo essa vontade caberá ao eleitorado.

Fugiu à questão… Nas últimas Autárquicas o CDS obteve 8%… De facto essa percentagem não é aceitável.

Qual seria um bom resultado? Sendo certo que a população é que decide, um bom resultado seria acima dos dois dígitos.

Porque motivo tem existido essa fraca expressividade do CDS/PP? Se calhar por falta de iniciativa, força, coragem e trabalho dos filiados. Mas acredito que este estado de coisas está a mudar. Temos de pensar no futuro e menos no passado.

Coragem? Então, estamos num autêntico bastião laranja. É preciso muita coragem e muita determinação para seguir em frente num partido da oposição e com tão pouca expressão como tem vindo a registar.

Parece-me que a sua família é toda social-democrata… Não é parece. Venho mesmo de uma família inteira de social-democratas.

Presumo que a escolha pelo CDS/PP não tivesse sido fácil? Foi fácil. A minha família é o exemplo vivo da democracia. Tenho sido muito apoiada por eles – aliás devo confessar que são todos militantes activos do PSD-M, inclusive o meu sogro que já foi deputado pelo PSD-M – e vão continuar a estar comigo porque respeitam as minhas decisões.

Não teria sido mais fácil ter entrado na política por via do PSD-M? Eu não vou pelo partido. Vou pela ideologia. Identifico-me muito com os valores basilares do CDS/PP e assim continuarei fiel às minhas origens e às minhas convicções.

Na apresentação da sua candidatura disse que conhecia todos os problemas das três freguesias… Terei sido muito pretensiosa dizer que sei todos. Ninguém sabe tudo. Mas garanto que tenho um conhecimento vasto das carências do concelho.

E são muitas? Já foram mais. Não vamos ser hipócritas. Foi feito um bom trabalho. Devo dizer que não estamos nesta campanha para ser uma espécie de ‘bota a baixo’ ou criticar gratuitamente. Foi feito um bom trabalho na cultura ou em termos de investimentos que não existiam e que passaram a existir. Todavia acredito que pode ser feito mais e melhor pelo que considero que pode ser dada a oportunidade de ser ver a diferença neste concelho.

Consigo na presidência? Obviamente.

Mas consegue ou não apontar dificuldades? Claro que sim. Tenho-os assinalados, mas preferia não mencionar já porque vou ouvir a população e aferir se concordam da minha opinião. A partir daí iremos formar o meu projecto de candidatura.

Quais serão as áreas que privilegiará ser for eleita? Tenho carinho especial pelas zonas altas. Sou do Lombo de São João e toda a minha família vive nas zonas altas. Daí que ache necessário desenvolver a parte social. Existe problemas de solidão. É preciso apostar na mobilidade e no acompanhamento de uma faixa etária mais idosa. No fomento da qualidade de vida.

E acha que cabe à autarquia fazer esse trabalho? Claro. Comigo isso acontecerá. Tal como acontecerá a desburocratização nos serviços camarários. Será criado um gabinete de atendimento ao munícipe para que seja bem atendido e para que não se empatem os processos, facilitando o acesso ao executivo, não é com marcações de reuniões…

Isso é uma crítica ao actual? Houve um isolamento e também houve um excesso de zelo no tratamento dos processos. Isso tem de acabar. Connosco será precisamente ao contrário. Será: “Onde posso ajuda-la?”. Mas há mais…

Aproveite. Concretize…Por exemplo, a questão da mobilidade dos idosos e dos deficientes. O edifício da Câmara precisa de ser adaptado ou criar um gabinete de atendimento para pessoas com mobilidade condicionada. Vamos fazer desta Câmara aquilo que já foi: uma família.

Mudemos de tema. A sua lista está fechada? Está em andamento. Com calma lá chegaremos. Já apresentamos a nossa candidata à Assembleia de Freguesia da Ponta do Sol. Já temos outros. Mas vamos com ponderação porque não se trata de preencher uma caderneta de cromos.

Essa lista será aberta à sociedade civil? É transversal, heterogénea e inclusiva. Não irá ser apenas de militantes.

Maioritariamente constituída por mulheres? Sim.

Fala-se numa divisão do PSD-M na Ponta do Sol. Isso pode beneficia-la? Tenho estado alheada dessa divisão…

Mas não lhe deve ser tão indiferente… Mesmo não sendo candidata não seria indiferente. Estamos num meio pequeno e tudo se sabe. Acho que não me cabe estar a dizer que vai ou não beneficiar. O eleitorado é que vai decidir.

Fonte: DN Madeira

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